Professor da UCLA afirma que estudo pode ajudar no tratamento genético de problemas de linguagem
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,gene-descoberto-pode-ser-a-chave-da-evolucao-da-fala,464793,0.htm
AP
WASHINGTON - Chimpanzé, nosso mais próximo parente na cadeia animal, não fala. Nós falamos. Agora cientistas localizaram uma mutação em um gene que pode ajudar a explicar essa diferença. Essa mutação parece ter sido determinante para o desenvolvimento da fala. Provavelmente não é o único gene responsável por esse processo, mas pesquisadores acharam um gene que tem aspecto e atividade diferentes em chimpanzés e humanos, segundo o artigo publicado nesta quarta-feira pelo jornal Nature.
Testes de laboratório demonstraram que a versão humana tem relação com outros cem genes, diferente da versão do chimpanzé. Este gene - chamado FOXP2 - sofreu mutação durante o desenvolvimento humano, promovendo a habilidade da fala.
"Esta descoberta apresenta a maior diferença entre o chimpanzé e o homem", disse Daniel Geschwind, autor do estudo e professor de neurologia, psiquiatria e genética humana da Universidade da Califórnia. "Você faz a mutação deste gene em humanos e obtém um transtorno na capacidade de fala e comunicação", conclui o especialista. "Isto mostra o que pode estar acontecendo no seu cérebro."
A francesa Vargha-Khadem, chefe de desenvolvimento de neurociência cognitiva da Universidade de Londres, que não fez parte da pesquisa, disse que o estudo "segue uma linha que nós sempre suspeitamos." Vargha-Khadem estudou pessoas que possuíam mutações genéticas que afetavam a fala. Pessoas que apresentavam essas mutações tinham características físicas distintas na parte inferior da mandíbula, na língua e no céu da boca, da mesma forma que os chimpanzés apresentavam. Essas características físicas são importantes porque "você não pode dançar se você não tiver pernas apropriadas para dançar", disse a pesquisadora francesa.
O estudo deste gene e de outros podem ajudar a desenvolver tratamentos genéticos para pessoas com alguma dificuldade de desenvolvimento, como autismo, disse Geschwind.
Outra parte dos especialistas alertam para a euforia da descoberta. "É muito cedo e inconclusivo medir o quanto isso significa para a evolução da fala", disse Marc Hauser, professor de evolução biológica humana da Universidade de Harvard. "Eu ficaria bastante cético em relação a qualquer projeção de tratamentos por resultados desta descoberta", disse Hauser.
E a questão principal não é como, mas "porque nós falamos", disse Derek Bickerton, professor de linguística da Universidade do Havaí. "Só porque os humanos desenvolveram a habilidade de falar, não significa que isso vai acontecer automaticamente", completou Bickerton. "Muitas outras espécies sobrevivem por centenas de anos sem essa habilidade. Nós apenas temos uma características que outras espécies não têm."
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,gene-descoberto-pode-ser-a-chave-da-evolucao-da-fala,464793,0.htm
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Duas moléculas podem explicar a faculdade da fala dos humanos
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/11/11/duas+moleculas+podem+explicar+a+faculdade+da+fala+dos+humanos+9066056.html
11/11 - 12:15 - AFP
Uma simples diferença de duas moléculas em um gene idêntico no homem e no chimpanzé pode estar na origem da faculdade de falar dos humanos, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira na revista Nature.
Estas moléculas, os aminoácidos, estão na base da formação das proteínas. A proteína do gene estudado (FOXP2), que comanda um grupo de outros genes ligados à linguagem, tem inúmeras centenas de aminoácidos, dos quais somente dois são diferentes no homem e no chimpanzé.
"Colocamos em evidência genes cujas ações diferem em função da mutação destes dois aminoácidos e, inclusive, alguns genes cujo funcionamento é essencial ao sistema nervoso central", afirmam os pesquisadores.
Estudos anteriores sobre a evolução já haviam sugerido uma variação deste gene entre o homem e o chimpanzé por causa destes dois aminoácidos, e o impacto possível desta diferença sobre a possível desta diferença sobre a faculdade de falar.
"Nosso estudo fez a demonstração experimental desta diferença", indicou à AFP Daniel Geschwind, da Universidade da Califórnia (UCLA), coautor do estudo.
Os pesquisadores utilizaram para isso tecidos cerebrais humanos e dos chimpanzés assim como células em cultura para comparar os efeitos das variações, entre o homem e o macaco, do gene FOXP2 sobre o grupo de genes responsáveis da linguagem.
E eles constataram que o FOXP2 do chimpanzé tem efeitos diferentes dos do FOXP2 humano.
"Apontando os genes influenciados pelo FOXP2, identificamos um conjunto de novas ferramentas para estudar como a linguagem humana pode ser regulada a nível molecular", declarou Genevieve Konopka, coautora deste estudo, em comunicado da UCLA.
Processos moleculares que poderiam também permitir, em casos de autismo ou de esquizofrenia, "melhor compreender como estas patologias causam impacto a capacidade do cérebro de utilizar a linguagem", segundo a cientista.
O papel desempenhado por estas duas moléculas abre igualmente novos caminhos de pesquisa sobre a evolução do gênero humano.
"Não sabemos quando a mutação destes dois aminoácidos apareceu", explicou Geschwind.
O homem e o chimpanzé se separaram há quase 5 milhões de anos, enquanto os paleoantropólogos situam o surgimento da linguagem humana a menos de 100.000 anos, quase 70.000.
"Por isso, será muito interessante ver a diferença com o homem de Neandertal", cuja divergência com os ancestrais do Homo sapiens é mais recente.
Mas além do cérebro, o desenvolvimento da linguagem humana está igualmente ligado a características morfológicas que o distinguem dos grandes macacos.
"Não sabemos o que aconteceria se colocássemos um cérebro humano em um chimpanzé - será que ele conseguiria falar? A maioria das pessoas acha que não, porque, no homem, a língua e as vias respiratórias superiores oferecem uma estrutura muito mais adaptada à palavra", concluiu Geschwind.
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/11/11/duas+moleculas+podem+explicar+a+faculdade+da+fala+dos+humanos+9066056.html
11/11 - 12:15 - AFP
Uma simples diferença de duas moléculas em um gene idêntico no homem e no chimpanzé pode estar na origem da faculdade de falar dos humanos, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira na revista Nature.
Estas moléculas, os aminoácidos, estão na base da formação das proteínas. A proteína do gene estudado (FOXP2), que comanda um grupo de outros genes ligados à linguagem, tem inúmeras centenas de aminoácidos, dos quais somente dois são diferentes no homem e no chimpanzé.
"Colocamos em evidência genes cujas ações diferem em função da mutação destes dois aminoácidos e, inclusive, alguns genes cujo funcionamento é essencial ao sistema nervoso central", afirmam os pesquisadores.
Estudos anteriores sobre a evolução já haviam sugerido uma variação deste gene entre o homem e o chimpanzé por causa destes dois aminoácidos, e o impacto possível desta diferença sobre a possível desta diferença sobre a faculdade de falar.
"Nosso estudo fez a demonstração experimental desta diferença", indicou à AFP Daniel Geschwind, da Universidade da Califórnia (UCLA), coautor do estudo.
Os pesquisadores utilizaram para isso tecidos cerebrais humanos e dos chimpanzés assim como células em cultura para comparar os efeitos das variações, entre o homem e o macaco, do gene FOXP2 sobre o grupo de genes responsáveis da linguagem.
E eles constataram que o FOXP2 do chimpanzé tem efeitos diferentes dos do FOXP2 humano.
"Apontando os genes influenciados pelo FOXP2, identificamos um conjunto de novas ferramentas para estudar como a linguagem humana pode ser regulada a nível molecular", declarou Genevieve Konopka, coautora deste estudo, em comunicado da UCLA.
Processos moleculares que poderiam também permitir, em casos de autismo ou de esquizofrenia, "melhor compreender como estas patologias causam impacto a capacidade do cérebro de utilizar a linguagem", segundo a cientista.
O papel desempenhado por estas duas moléculas abre igualmente novos caminhos de pesquisa sobre a evolução do gênero humano.
"Não sabemos quando a mutação destes dois aminoácidos apareceu", explicou Geschwind.
O homem e o chimpanzé se separaram há quase 5 milhões de anos, enquanto os paleoantropólogos situam o surgimento da linguagem humana a menos de 100.000 anos, quase 70.000.
"Por isso, será muito interessante ver a diferença com o homem de Neandertal", cuja divergência com os ancestrais do Homo sapiens é mais recente.
Mas além do cérebro, o desenvolvimento da linguagem humana está igualmente ligado a características morfológicas que o distinguem dos grandes macacos.
"Não sabemos o que aconteceria se colocássemos um cérebro humano em um chimpanzé - será que ele conseguiria falar? A maioria das pessoas acha que não, porque, no homem, a língua e as vias respiratórias superiores oferecem uma estrutura muito mais adaptada à palavra", concluiu Geschwind.
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/11/11/duas+moleculas+podem+explicar+a+faculdade+da+fala+dos+humanos+9066056.html
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Sights And Sounds Of Emotion Trigger Big Brain Responses
ScienceDaily (Nov. 2, 2009) — Researchers at the University of York have identified a part of the brain that responds to both facial and vocal expressions of emotion.
They used the MagnetoEncephaloGraphic (MEG) scanner at the York Neuroimaging Centre to test responses in a region of the brain known as the posterior superior temporal sulcus.
The research team from the University's Department of Psychology and York Neuroimaging Centre found that the posterior superior temporal sulcus responds so strongly to a face plus a voice that it clearly has a 'multimodal' rather than an exclusively visual function. The research is published in the latest issue of Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Continua no link: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091102171557.htm
They used the MagnetoEncephaloGraphic (MEG) scanner at the York Neuroimaging Centre to test responses in a region of the brain known as the posterior superior temporal sulcus.
The research team from the University's Department of Psychology and York Neuroimaging Centre found that the posterior superior temporal sulcus responds so strongly to a face plus a voice that it clearly has a 'multimodal' rather than an exclusively visual function. The research is published in the latest issue of Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Continua no link: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091102171557.htm
Clinical Tests Begin On Medication To Correct Fragile X Defect
ScienceDaily (Nov. 2, 2009) — NIH-supported scientists at Seaside Therapeutics in Cambridge, Mass., are beginning a clinical trial of a potential medication designed to correct a central neurochemical defect underlying Fragile X syndrome, the most common inherited cause of intellectual disability. There has to date been no medication that could alter the disorder's neurologic abnormalities. The study will evaluate safety, tolerability, and optimal dosage in healthy volunteers.( continua no link: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/11/091102121634.htm)
Autismo no THE NEW YORK TIMES
Health Guide: AUTISM - ótimo link!
http://health.nytimes.com/health/guides/disease/autism/overview.html?8qa&scp=1-spot&sq=&st=nyt
http://health.nytimes.com/health/guides/disease/autism/overview.html?8qa&scp=1-spot&sq=&st=nyt
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